4 de jun de 2013

O que são American Depositary Receipts?


Com o crescimento e aquecimento das economias de países emergentes, os investidores do mundo inteiro estão cada vez mais interessados em buscar novas oportunidades confiáveis de negócios nesses países. E, com esse objetivo em mente que criou-se o American Depositary Receipt (“ADR”).

O ADR é uma espécie de certificado de depósito de valores mobiliários criado pelos Estados Unidos da América para que investidores norte americanos possam adquirir e negociar ações de companhias que não são americanas. O ADR foi a forma encontrada para que sociedades estrangeiras pudessem ingressar no mercado de capitais americano de forma segura e transparente para os investidores deste mercado.

Como são negociadas nos Estados Unidos da América, as ADRs são, forçosamente, cotadas em dólares americanos. Subsequentemente, seus dividendos outros recebíveis – quando houver – também são nessa moeda.

Existem três principais tipos (chamados no mercado de “nível”) de ADR, cada um com requisitos distintos, divididos em nível 1, 2 e 3, como veremos a seguir.

Em geral, a companhia que entra no programa nível 1 está buscando uma visibilidade no mercado internacional, reconhecimento maior de sua marca para que isso facilite futuras captações no exterior. No nível 2, a empresa já tem pretensões maiores. O nível 3 é o mais completo e oneroso. Ele requer todos as aprovações possíveis e tem que passar por ampla divulgação de toda a operação. Vejamos.

O ADR de nível 1 é o que possui menos exigências e/ou formalidades pela Securities Exchange Commission (a CVM americana). O ADR de nível 1 só é negociado no mercado de balcão (chamado de Over the Counter), com ações adquiridas no mercado secundário. Não há lançamento de novas ações nesse nível. Com isso, esses ADRs acabam servindo como um termômetro preliminar para que a sociedade teste a receptividade de suas ações no mercado estrangeiro.

Já o ADR de nível 2 é negociado na bolsa de valores e, por isso, a Securities Exchange Commission requer maiores proteções para o investidor. Sem dúvidas, a maior proteção é a obrigação da empresa estrangeira a atender as normas contábeis americanas (ou seja, respeitar as determinações da Lei SOX, como vimos em nosso artigo anterior). Aqui também não há lançamento de novas ações, somente às já existentes podem ser negociadas.

Por último, o nível 3 embora seja o mais completo, também é o mais custoso para a companhia emissora dos ADRs, pois para poder atender todos os requisitos impostos pela Securities Exchange Commission, a sociedade terá gastos substanciais. Tal como os ADRs de nível 2, os de 3 terão que obedecer as determinações da Lei SOX. Não bastasse isso, a companhia deverá satisfazer, cumulativamente, as regras da Securities Exchange Commission e da bolsa de valor em que pretende distribuir os ADRs. Ou seja, Não é suficiente respeitar somente as determinações da Securities Exchange Commission, faz-se mister acatar as regras específicas das bolsas de valores em que se pretende distribuir aquele ADR (ex: NYSE, NASDAQ OMX e etc.). Por outro lado, nesse nível haverá lançamento de novas ações, e assim, a própria companhia poderá captar recursos no mercado, algo que não é possível nos outros níveis.

Na semana que vem analisaremos os Brazilian Depositary Receipts e suas diferenças para as ADRs! Não percam

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